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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
domingo, 18 de novembro de 2018
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Quinta dos Prazeres de interesse público
Democracia é votar de vez em quando, enquanto eles se vão governando
De acordo com um edital afixado na Junta de Freguesia do Pico da Pedra, está em processo de consulta a classificação da Quinta dos Prazeres, no Pico da Pedra.
Sobre o assunto não nos vamos pronunciar, mas achamos no mínimo rídículo a informação de que o processo pode ser consultado na Direção Regional de Cultura, na Ilha Terceira.
É claro que esta gente não quer a participação de ninguém, pois para eles a democracia é a fingir.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Pico da Cruz
O PICO DA CRUZ
Na freguesia do Pico da Pedra havia a tradição da subida ao Pico da Cruz, elevação com 366 m de altitude, situada a sul da localidade.
O Pico da Cruz localiza-se na zona central da ilha de São Miguel, na denominada Plataforma dos Picos que está encaixada entre o Maciço das Sete Cidades e o Maciço de Fogo. Nesta plataforma, o ponto mais alto é a Serra Gorda, com 485 m de altitude.
O Pico da Cruz encontra-se coberto por vegetação variada, com destaque para eucaliptos, criptomérias e acácias. Na sua base situa-se uma das mais interessantes grutas da ilha de São Miguel que apresenta o teto em forma de mãos postas.
Uma das últimas iniciativas em que participei, com a intenção de escalar o Pico da Cruz, realizou-se no dia 10 de junho de 2016, promovida pela Junta de Freguesia do Pico da Pedra. Na ocasião, para desilusão da maioria dos participantes não foi possível atingir o ponto mais alto, em virtude do trilho se encontrar obstruído.
No dia 4 de junho de 1988, depois de uma visita à Gruta do Pico da Cruz, onde foi possível observar junto à sua entrada uma orquídea muito bonita e rara, que nunca mais observei em São Miguel, o bico-de-queimado (Serapias cordigera), fizemos uma tentativa falhada para subir ao Pico da Cruz.
Se não me falha a memória, a última vez que consegui atingir o cume do Pico da Cruz, foi no dia 12 de fevereiro de 2004, num dos passeios pedestres, integrantes do projeto “Conhecer para Proteger”, organizados pelos Amigos dos Açores- Associação Ecológica.
Se é verdade que todos os caminhos vão dar a Roma, não é menos verdade que o melhor trilho que nos conduz ao cimo do Pico da Cruz localiza-se na propriedade da família Cordeiro que, aquando da visita organizada pelos Amigos dos Açores, para além de prontamente ter autorizado a passagem pela sua propriedade, também ofereceu aos participantes um espetáculo equestre.
Se o leitor fizer uma pesquisa, facilmente encontrará referências e relatos de visitas efetuadas ao Pico da Cruz.
O Padre António Furtado de Mendonça (1864-1940) nas suas “Memórias da Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres do Lugar do Pico da Pedra”, no ano de 1913, escreveu o seguinte:
“…E para que nada falte, a quem se quer deleitar com boas vistas o pico da Cruz, tão próximo d’esta freguesia, sendo um dos mais elevados de toda a ilha, proporciona n’uma tarde de verão um dos mais agradáveis passeios pelas duas extensas faixas do litoral da ilha, que d’alli se descobrem, pelos lados norte e sul.”
A melhor descrição, que conhecemos, de uma visita ao Pico da Cruz deve-se a Sebastião Carlos da Costa Brandão de Albuquerque (1833-1927), Visconde do Ervedal da Beira, que em 1894 foi colocado no Tribunal da Relação dos Açores.
No seu livro “Narrativas Insulares”, recentemente editado pela Letras Lavadas Edições, podemos ler o seguinte:
“De Ponta Delgada, avista-se muito bem, é um dos muitos cabeços que mais se destacam dos outros pela altura e isolamento em que se acham, mas a maior parte das pessoas ignora os tesouros que ele põe à sua disposição; ninguém vem dizer ao forasteiro, suba aquele outeiro, que não perde o seu tempo, suba que vê de lá dois mares; se olhar para sul divisa ao longe a ilha de Santa Maria…mais para cima encontra a grande e formosa Vila da Ribeira Grande no meio de arvoredos, encantadora pela alvura das suas habilitações e edifícios e pela sua situação e posição de esplendor.”
O leitor impossibilitado de subir ao Pico da Cruz poderá obter um panorama semelhante se subir a “torre” existente no Pinhal da Paz.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31602, 21 de agosto de 2018, p.14)
Fotografia: Amigos dos Açores, 2005
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Monumento ao emigrante
Sobre o futuro monumento ao emigrante
Através do boletim da Casa do Povo, VOZ POPULAR, nº 186, do corrente mês de agosto, ficámos a saber que existe a pretensão de instalar um monumento ao emigrante onde hoje está o um tanque no espaço verde que ladeia parte da Igreja Paroquial.
Sobre a intensão, nada temos contra. Mas, mais do que monumentos pensamos que o melhor que se pode fazer por eles é acolhê-los sempre bem e ao mesmo tempo que lutarmos para que nesta região sejam criadas condições para que ninguém seja escorraçado da sua terra pelos donos disto tudo e obrigado a emigrar para ganhar a vida e viver com dignidade.
Relativamente à localização, embora desconheçamos as razões apontadas pela Comissão Fabriqueira, pensamos que não há uma única possível. Mesmo, junto à igreja, sem destruir o que está feito, há espaços com idêntica visibilidade e que em nada prejudicam o destaque que pretendem dar ao monumento.
Pico da Pedra, 2 de agosto de 2018
Teófilo Braga
sexta-feira, 8 de junho de 2018
terça-feira, 8 de maio de 2018
quinta-feira, 3 de maio de 2018
terça-feira, 1 de maio de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
quinta-feira, 22 de março de 2018
Passeio escavacado
Em outubro de 2017, o PSD, possivelmente desesperado, esburacou um passeio para colocar propaganda eleitoral. Até hoje não houve o arranjo do mesmo. Esperamos que tal não seja feito com o dinheiro dos contribuintes.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Torda-anã
Torda-anã
Foi encontrada no Pico da Pedra, no dia 15 de janeiro uma ave marinha, denominada torda-anã (Alle alle) que possui plumagem preta e branca, com bico espesso e curto.
De acordo com a Wikipédia, “ nidifica nas regiões árcticas em latitudes muito elevadas (80 graus N) e inverna normalmente no mar acima do Círculo Polar Árctico (por exemplo no Mar de Barents, no estreito da Dinamarca e no Mar da Noruega). Mais para sul é pouco comum, sendo excepcional a sua ocorrência em Portugal.”
Esta ave que não é muito comum aparecer nos Açores, foi assinalada pela primeira vez por Godman na publicação “On the Birds of the Azores”, datada de 1866.
Damos os parabéns ao sr. Filipe Travassos que a recolheu e que tudo fez para que a ave fosse devolvida à liberdade depois, de devidamente observada por quem de direito.
Ainda ontem foi contatado o Centro de Reabilitação de Aves Selvagens de São Miguel que ficou de vir buscar a ave ao Pico da Pedra. Esperamos que o tenha feito.
Nota- agradecemos a Gerbrand Michielsen pela sua pronta identificação da ave.
Pico da Pedra, 16 de janeiro de 2018
TB
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Capitão Manuel Cordeiro: de canada a rua, depois do sonho de ser avenida
Capitão Manuel Cordeiro: de canada a rua, depois do sonho de ser avenida
Quando cheguei ao Pico da Pedra, nos primeiros anos da década de 80 do século passado, o alargamento e abertura da canada da Sabina já era um anseio dos habitantes da freguesia.
Mais ou menos por esta altura uma Junta de Freguesia, penso que presidida por Armindo Botelho, conseguiu obter um projeto para que o sonho fosse concretizado. Como no Pico da Pedra não há exceção para uma doença que é endémica de quase todas as terras, outra junta de freguesia de coloração diferente não achou que tal fosse prioridade e o projeto foi engavetado.
Muitos anos depois, com um novo projeto, o sonho concretizou-se e hoje estamos todos mais bem servidos. Mas, como não há bela sem senão, aqui vão alguns aspetos que consideramos menos positivos e que, nalguns casos, poderiam ser solucionados sem grandes custos.
Começamos pelo caso mais complicado que é a existência de uma longa lomba, junto à saída do campo de futebol, que constitui um perigo para a vida, sobretudo das crianças que frequentam aquela infraestrutura desportiva. Se na altura das obras a solução era muito fácil e não encarecia o projeto, hoje os custos são elevados e nunca uma junta de freguesia poderá arcar com os mesmos.
A segunda situação de facílima solução está relacionada com o pequeno espaço “ajardinado” que se localiza em frente ao campo de futebol.
Se felicitamos os promotores pela tentativa de arborizar com espécies nativas ou endémicas, não podemos nos calar face à ignorância ou descuido com que são tratadas as plantas, nomeadamente as faias e os paus-brancos.
A inexistência de caldeiras ou de qualquer proteção à volta das plantas fazem com que os fios da roçadoras mutilem os seus caules o que leva, mais cedo ou mais tarde à morte das mesmas, como já aconteceu com algumas e vai acontecer em breve com outras. A solução para o problema é muito fácil e passa pela criação de caldeiras ou pela proteção dos caules.
Relacionado ainda com a arborização da rua, verificamos que as plantas usadas na mesma, apesar de estarem plantadas há alguns anos não se têm desenvolvido como seria de esperar. Com sinceridade não sabemos o que está a falhar, bem como o que deverá ser feito para alterar a situação, a não ser esperar para ver o que acontece, mas não eternamente. Na altura da construção abordamos o encarregado das obras e chamamos a atenção para o facto de nos parecer que as caldeiras serem pequenas, a resposta que tivemos foi se forem pequenas mais tarde alguém vai mandar fazer maiores e é mais trabalho para a empresa.
Por último, uma referência ao ecoponto talvez mais utilizado do Pico da Pedra. Embora não tenhamos dados para tal afirmar, uma coisa é certa vemos pessoas de quase todas as ruas da freguesia a utilizá-lo, bem como trabalhadores de empresas, de outas localidades, que lá depositam sobretudo embalagens.
Para além da formação cívica da população que deve ser contínua, devia ser estudada a possibilidade de existir mais um contentor de lixo indiferenciado, pois o existente rapidamente enche, o que faz com que as pessoas passem a colocar resíduos no chão ou, pior do que isso, a depositá-lo nos outros contentores destinados a resíduos específicos, como o vidro, etc.
Pico da Pedra, 5 de janeiro de 2018
Teófilo Braga
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Pelo Pico da Pedra
Pelo Pico da Pedra
Ontem, depois de muitos anos de ausência, devido às notícias saídas na comunicação social sobre eventuais ou reais irregularidades cometidas pela anterior Junta de Freguesia, decidi assistir à reunião ordinária da Assembleia de Freguesia do Pico da Pedra. Tal como eu, outras pessoas decidiram fazer o mesmo e não deram o seu tempo por desperdiçado.
Através das intervenções dos membros da Junta de Freguesia e do Presidente da Assembleia de Freguesia, ficamos a saber que o anterior executivo, aqui não podemos culpar apenas o seu presidente, pessoa com quem simpatizamos, cometeu um conjunto de falhas ou erros imperdoáveis para quem gere dinheiros e património que é de todos.
De entre as falhas ou irregularidades, não dizemos crimes pois caberá à justiça, se for feita, ajuizar, foi dado a conhecer que o saldo da conta de gerência não correspondia à realidade, que a contabilidade omitia e branqueava a real situação financeira, que não havia qualquer inventário do património, que existiam despesas não cabimentadas pelos orçamentos e dívidas por pagar que a atual junta não tem meios para o fazer pelo menos nos próximos tempos.
De entre as várias despesas por pagar, realço a devida a uma tipografia, a que imprimiu o boletim que foi distribuído pela freguesia em final de mandato que não foi mais do que propaganda eleitoral disfarçada.
Para além do referido, foi exposto, também, o caso de um acidente ocorrido com um trabalhador da Junta de Freguesia que não tinha seguro, ou melhor que a Junta havia pago a apólice já com atraso, mas nem este pagamento chegou à seguradora. Agora, o sinistrado tem direito a uma indemnização e a Junta legalmente não o pode fazer até à conclusão do processo que vai ser reaberto.
Da reunião, fiquei com a sensação de que o atual executivo está a trabalhar bem, partilhando tudo entre os seus componentes, e de que algumas pessoas com responsabilidades em executivos anteriores estão a tratar os assuntos como se fossem “virgens” em termos de participação autárquica. A título de exemplo, refiro o caso do rigor que pretendem que a atual Junta receba as rendas quando anteriormente nada ou pouco fizeram para que tal acontecesse ou quando abordam alguns assuntos como se deles não tivessem conhecimento, tentando empurrar a culpa para uma pessoa só, sabendo-se que as decisões tomadas por uma Junta de Freguesia são sempre assumidas por todo o executivo.
Não pretendendo julgar ninguém, apenas quero que tudo se esclareça, para bem da população da freguesia e para que o bom nome de ninguém fique manchado. Por último, se houver culpados que a culpa não morra solteira.
Teófilo Braga
Pico da Pedra, 30 de dezembro de 2017
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