O Grito do Povo do Pico da Pedra
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
domingo, 8 de março de 2026
CTT presta um mau serviço
Reclamação
Venho por este meio
apresentar reclamação relativamente ao serviço prestado pelo Posto dos CTT do
Pico da Pedra.
Pelo menos um mês
tive de me deslocar por cinco vezes ao referido posto para levantar a pensão ou
o Complemento Solidário para Idosos de uma familiar. Esta situação ocorre
porque o numerário disponibilizado pelos CTT é insuficiente, esgotando-se
frequentemente, por vezes no próprio dia, o que causa grande transtorno aos
utentes, sobretudo aos idosos.
Acresce que até
recentemente existia no posto uma cópia da procuração que me permite levantar a
pensão da minha tia, a qual era fotocopiada e anexada ao vale. Fui, entretanto,
informado de que tal procedimento violaria a legislação de proteção de dados. Contudo,
gostaria de ver esclarecido se não constitui igualmente violação dessa
legislação o facto de os CTT ficarem duas vezes por mês com fotocópia da
referida procuração.
Para além disso, este
procedimento implica um desperdício de papel que parece contradizer iniciativas
ambientais promovidas pelos CTT, como o projeto “Uma Árvore pela Floresta”, em
parceria com a Quercus.
Face ao exposto,
solicito a análise desta situação e a adoção de medidas concretas que
assegurem:
·
a disponibilidade adequada de numerário no posto
dos CTT do Pico da Pedra;
·
a clarificação e uniformização dos procedimentos
relativos à utilização de procurações, em conformidade com a legislação
aplicável.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Notas sobre o ano de 1975 no Pico da Pedra
Notas sobre o ano de
1975 no Pico da Pedra
Este ano comemora-se
oficialmente, pela primeira vez, o golpe militar de 25 de novembro de 1975,
data que assinala o fim do chamado PREC — Período Revolucionário em Curso.
Não existe consenso
sobre o que realmente aconteceu nesse dia, interpretado por alguns como uma
tentativa do Partido Comunista Português de instaurar uma ditadura. Contudo,
vários historiadores, entre eles José Pacheco Pereira e Irene Pimentel,
rejeitam tal tese. O primeiro alertou para as “enormidades e falsidades
sistemáticas” que se têm difundido, enquanto a segunda afirmou categoricamente
que o 25 de novembro “não foi um golpe de Estado do PCP”. Também Jaime Nogueira
Pinto, insuspeito de simpatias comunistas, defendeu que o PCP tinha uma visão
alinhada com a União Soviética, que recusava a criação de uma “Cuba” na Europa.
No país inteiro,
incluindo a nossa ilha, para além dos atos oficiais, é o 25 de Abril de 1974 —
data do golpe militar dirigido por Otelo Saraiva de Carvalho que pôs fim a uma
ditadura de 48 anos — que continua a ser amplamente comemorado pelas populações.
Para mim, que estive
envolvido no recenseamento e na campanha eleitoral das eleições de 25 de Abril
de 1975, em Vila Franca do Campo, as primeiras eleições livres mereciam
celebração especial. Apesar de não ter podido votar por ainda não ter idade,
considero notável o facto de a participação eleitoral ter ultrapassado os 90%.
No Pico da Pedra, ao
contrário do que sucedeu na generalidade dos Açores — onde venceu o Partido
Popular Democrata — foi o Partido Socialista que alcançou a vitória, obtendo
mais votos do que todos os restantes partidos juntos. Os resultados
(provisórios) foram os seguintes: CDS-12 votos, MES-6 votos, MDP/CDE-15 votos,
PCP-14 votos, PPD-255 votos e PS-486 votos.
Uma possível
explicação poderá residir no facto de a freguesia ter sido, segundo F. Couto
Alves (Diário dos Açores, 10 de março de 1975), aquela que mais votos
deu ao General Humberto Delgado, candidato da oposição ao salazarismo nas
eleições de 1958, no concelho da Ribeira Grande. Ou, ainda, na alegada tradição
de votar à esquerda — ou “in totum” nas listas da oposição — como escreveu
Osvaldo Cabral no jornal Açores de 18 de outubro de 1975, a propósito
das eleições de 1969. No entanto, esta interpretação permanece inconclusiva.
Embora acima da média distrital (22,2%), a lista da oposição no Pico da Pedra
obteve apenas cerca de 27,5% dos votos entrados nas urnas.
Para além desta
explicação — que considero pouco convincente — um pico-pedrense sugeriu que os
apoiantes do PS eram mais ativos (ou mais carismáticos?) do que os do PPD, o
que lhes terá permitido realizar uma campanha mais eficaz e apelativa.
A 16 de janeiro de
1975, a Junta de Freguesia transitada do Estado Novo demitiu-se por
unanimidade, “permitindo assim, pela primeira vez, que o povo desta freguesia
possa democraticamente eleger uma comissão administrativa que melhor sirva os
seus interesses”.
A eleição da Comissão
Administrativa da Junta de Freguesia ocorreu a 9 de março de 1975. Num local
que não foi possível identificar — possivelmente o salão paroquial —
reuniram-se 351 eleitores, que puderam escolher entre quatro listas de
cidadãos. A lista vencedora incluía Arnaldo Almeida Cabral, José de Almeida
Alves e José Leonardo Bernardo Soares.
A tomada de posse da
Comissão Administrativa teve lugar a 3 de maio e a sua primeira reunião
realizou-se quatro dias depois, a 7 de maio de 1975.
Pico da Pedra, 25 de
novembro de 2025
Teófilo Braga
sábado, 15 de novembro de 2025
terça-feira, 4 de março de 2025
domingo, 8 de dezembro de 2024
O Parque Pedagógico Recreativo Maria das Mercês Carreiro merece uma visita
O Parque Pedagógico Recreativo Maria das
Mercês Carreiro merece uma visita
No
passado dia 13 de novembro, dia de São Martinho, voltei a visitar o Parque
Maria das Mercês Carreiro, coisa que faço com regularidade, pois não me canso
de observar as suas plantas e de apreciar a beleza das suas flores. Naquele
dia, fui com outro objetivo, o de averiguar se havia alguma degradação daquele
espaço tal como me haviam afirmado algumas pessoas.
Pelo
que me foi dado observar, não posso concordar que aquele espaço ajardinado esteja
degradado. Tal como todos jardins necessita de um cuidado permanente não só na
limpeza dos caminhos- estava impecavelmente limpo- mas também no cuidado das
plantas, nomeadamente através da retirada de ramos secos ou na substituição de
plantas que morrem.
Concretizando,
com alguma preocupação notei que algumas faias (Morella faya) do
labirinto estão mortas, sendo necessário averiguar as causas e substituí-las
por outras, o mesmo acontecendo com a maior parte dos buxeiros ou buxos (Buxus
sempervirens) de uma pequena sebe que devem ser arrancados e substituídos
por plantas de outra espécie. Por último, carece de limpeza um canteiro com
urzes (Erica azorica) e queirós (Calluna vulgaris) já que algumas
das plantas parecem estar sem vida.
Para
além do referido, sugiro que se continue o louvável e difícil, para não
botânicos, trabalho de identificação de algumas espécies e que se faça a
substituição da única placa identificativa que não está de acordo com a planta
lá existente
Mas
como tristezas não pagam dívidas, apresento a seguir algumas boas razões para a
manutenção e visita daquele parque que do meu ponto de vista é, neste momento,
o principal ponto de atração de visitantes ao Pico da Pedra.
O
Parque Maria das Mercês Carreiro é um excelente equipamento de educação
ambiental, que as escolas e organizações de juventude ou de defesa do ambiente
poderão tirar o máximo proveito. A título de exemplo, recordo que lá já ocorreu
uma parte de uma ação de formação contínua de professores, maioritariamente
docentes da Escola Secundárias das Laranjeiras, que este ano já foi visitado
por um grupo de jovens da Lagoa que participaram numa atividade dinamizada
pelos Amigos dos Açores-Associação Ecológica e que no referido dia da visita
encontrei lá uma turma da Escola Secundária da Lagoa.
Mas,
ao contrário do que se pensa, não é só na primavera que o parque está atraente
para os visitantes. No outono, a passos largos para o inverno, o visitante pode
deleitar-se com a beleza das flores de algumas espécies, de que, entre ouras,
menciono as seguintes:
A
primeira espécie em floração é a rosa-louca (Hibiscus mutabilis), nativa
da Ásia (China e Taiwan), cujas flores mudam de cor durante o dia, abrindo
brancas, passado por róseas até ficarem magentas ao murcharem.
A
segunda é a lança-de-fogo ou guarda-do-cardeal (Odontonema cuspidatum),
planta endémica do México, cujas bonitas flores vermelhas de grande
durabilidade podem ser usadas como flor de corte.
Por
último, o aloé, aloé-do-natal ou foguetes-de-natal (Aloe arborescens),
oriundo do Sul de África, que apresenta flores vermelhas/alaranjadas.
Pico
da Pedra, 13 de novembro de 2024
Teófilo
Braga
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
Jacinto da Mota Frazão
Jacinto da Mota Frazão
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Reclamação Venho por este meio apresentar reclamação relativamente ao serviço prestado pelo Posto dos CTT do Pico da Pedra. Pe...
















